Fesqua 2026: o roteiro de 3 horas para quem VENDE esquadria
Guia prático da Fesqua 2026 (9 a 12 de setembro, São Paulo Expo) para vidraceiro, serralheiro e vendedor: horários, como chegar, credenciamento e o que ver se o seu problema é vender, não fabricar.
Por Diego Moraes
Fundador do Venda na Obra e da Perffec Esquadrias

Resposta curta
A Fesqua 2026 acontece de 9 a 12 de setembro de 2026 no São Paulo Expo (Rod. dos Imigrantes, km 1,5), com entrada de quarta a sexta das 13h às 20h e no sábado das 11h às 18h. O credenciamento é gratuito para profissionais do setor e deve ser feito antes pelo site oficial para evitar fila. Para quem vende esquadria, o melhor uso da feira não é ver máquina: é fechar condição comercial com fornecedor, entender o que o concorrente vai oferecer nos próximos 12 meses e voltar com argumento novo de venda.
Você já foi numa feira do setor e voltou com uma sacola de catálogo e nenhuma decisão tomada?
Andou o dia inteiro. Bateu papo com todo mundo. Pegou brinde. Tirou foto no estande bonito.
E na segunda-feira, quando abriu o WhatsApp, sua margem era exatamente a mesma da sexta anterior.
Feira não é passeio. Feira é reunião comercial em pé, com dezenas de fornecedores no mesmo prédio, num dia em que todos eles estão com meta de fechamento.
A Fesqua 2026 acontece de 9 a 12 de setembro, no São Paulo Expo. É a maior feira de esquadrias, ferragens e componentes da América Latina, e neste ano cresceu 25% em área: são 45 mil metros quadrados e a expectativa de 60 mil visitantes. No mesmo pavilhão rodam a Fesqua Vetro, dedicada ao vidro, a Ebrats e a Feipat.
Este guia não é sobre a feira. É sobre o que fazer com ela se o seu problema não é fabricar melhor — é vender melhor.
O básico, para você não perder tempo procurando
Datas e horários Quarta, quinta e sexta (9, 10 e 11 de setembro): das 13h às 20h. Sábado (12 de setembro): das 11h às 18h.
Endereço São Paulo Expo — Rod. dos Imigrantes, km 1,5, Vila Água Funda, São Paulo/SP.
Como chegar De metrô, a linha azul até Jabaquara ou Conceição, e de lá transporte curto até o pavilhão. De carro, o acesso é pela Imigrantes, com estacionamento no local — nos horários de pico da tarde, some meia hora no seu planejamento.
Credenciamento Gratuito para profissional do setor, feito antes pelo site oficial da feira. Faça em casa. Chegar sem credencial significa fila na portaria justamente no horário em que o estande que você quer visitar está cheio.
O erro que quase todo mundo comete
O visitante médio entra pela porta e começa a andar.
O visitante que volta com resultado entra pela porta e vai direto a uma lista de sete estandes.
Sete. Não trinta. A conta é simples: com 700 marcas expondo, você não visita nem 10% do pavilhão. Escolher é obrigatório — a única dúvida é se você vai escolher antes, com calma, ou no meio do corredor, cansado e com fome.
Monte a sua lista na véspera, pela lista de expositores publicada no site do evento, e separe em três blocos.
O roteiro de 3 horas
Bloco 1 — Os fornecedores que você já compra (40 minutos)
Este é o bloco que paga a viagem, e é justamente o que a maioria pula, porque "esses eu já conheço".
Você conhece o vendedor que te atende. Você não conhece o gerente comercial que está no estande hoje e que pode aprovar na hora uma condição que o vendedor nunca teve alçada para dar.
Vá com três números na ponta da língua: quanto você comprou nos últimos 12 meses, qual o seu prazo médio hoje e o que você quer que melhore. Fornecedor em feira tem meta. Fornecedor em feira tem diretor por perto. Aproveite os dois.
Bloco 2 — O segundo fornecedor (60 minutos)
Depender de um fornecedor só é o risco silencioso de quem vende esquadria, vidro, revestimento ou material de obra. Enquanto está tudo bem, parece economia de esforço. No dia do atraso na entrega, vira uma obra parada e um cliente ligando.
Use a feira para conhecer dois ou três concorrentes diretos do seu fornecedor atual. Não para trocar — para ter opção. Ter uma segunda cotação viável muda o tom da sua próxima negociação, mesmo que você nunca compre do segundo.
Bloco 3 — O argumento novo (60 minutos)
Aqui está o que ninguém coloca na agenda e é o que mais rende.
Ande pelos lançamentos com uma pergunta só na cabeça: o que aqui eu consigo explicar para um cliente final de um jeito que justifique um preço maior?
Acústica que reduz ruído de avenida. Perfil que dispensa manutenção que o concorrente vai cobrar em dois anos. Ferragem com garantia estendida. Vidro de controle solar que baixa a conta de energia do apartamento.
Nada disso é conversa técnica. Tudo isso é argumento de venda — e o vendedor que volta da feira com três argumentos novos volta com uma proposta que não precisa competir só por preço.
Os 20 minutos que sobram são para o café, que é onde as conversas de verdade acontecem.
O que fazer com o que você trouxer
Feira boa só vira dinheiro se você abrir a sacola na segunda.
Bloqueie uma hora na sua agenda de segunda-feira, ainda com a memória quente, e faça três coisas:
- Passe para o seu CRM ou planilha todo contato coletado, com uma linha do que foi conversado. Cartão em cima da mesa some. Contato registrado vira follow-up.
- Escreva os argumentos novos que você ouviu, em português de cliente — não em português de catálogo.
- Mande a primeira mensagem para cada fornecedor que prometeu alguma coisa. Quem cobra na segunda recebe. Quem espera duas semanas recebe a tabela antiga.
A conta que quase ninguém faz
Um dia de feira custa o dia parado, a viagem e o estacionamento.
Uma condição comercial 3% melhor no seu principal insumo, mantida por 12 meses, paga esse dia muitas vezes.
O problema nunca foi ir. O problema é ir sem lista.
O Venda na Obra estará na Fesqua 2026 nos quatro dias, cobrindo lançamentos e a parte que quase ninguém cobre: o argumento comercial por trás de cada solução. Se você vai à feira e quer trocar uma ideia, me chame no @vendanaobra.
Perguntas frequentes
Quando e onde acontece a Fesqua 2026?+
De 9 a 12 de setembro de 2026, no São Paulo Expo, na Rod. dos Imigrantes, km 1,5, Vila Água Funda, São Paulo. Quarta, quinta e sexta das 13h às 20h; sábado das 11h às 18h. Na mesma edição rodam a Fesqua Vetro, a Ebrats e a Feipat, no mesmo pavilhão e com o mesmo ingresso.
Precisa pagar para entrar na Fesqua?+
O credenciamento é gratuito para profissionais do setor e é feito pelo site oficial do evento. Fazer antes evita fila na entrada. Quem não credenciar antes consegue fazer nos totens de autoatendimento na portaria, mas perde tempo.
Vale a pena ir na Fesqua se eu não fabrico, só vendo e instalo?+
Vale, mas o roteiro é outro. Quem fabrica vai atrás de máquina e insumo. Quem vende vai atrás de três coisas: condição comercial melhor com o fornecedor atual, um segundo fornecedor para não ficar refém de um só, e argumento técnico novo que justifique preço maior na proposta.
Como negociar com fornecedor durante a feira sem parecer amador?+
Chegue com número na mão: volume que você comprou nos últimos 12 meses, prazo médio de pagamento atual e o que você quer melhorar. Fornecedor em feira tem meta de fechamento e margem de negociação que não existe no dia a dia. Quem chega perguntando apenas o preço de tabela recebe a tabela.
Quanto tempo é preciso para visitar a Fesqua?+
Um dia bem planejado resolve para quem vende. São 45 mil metros quadrados e mais de 700 marcas: sem uma lista prévia de estandes, o dia inteiro vira caminhada sem resultado. Três horas com roteiro rendem mais do que oito horas andando à toa.
Quer aplicar isso na sua empresa?
Todo texto aqui nasce de alguma coisa que a gente destrava no Venda 10x, ao vivo, toda terça. Se você quer parar de ler e começar a executar, é por ali que começa.

